Bem vindo a esse pedacinho de mim
| Gostei da ideía, repasso. Como seria com os brasileiros???? Você teria coragem???? | |
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| Abraçar estranhos é nova onda entre solteiros de Nova York | |
| Por Herbert Lash NOVA YORK (Reuters) - Não se trata de sexo, e sim da experiência sensorial e afetiva de aconchegar-se a estranhos, todos vestindo pijama. São eventos conhecidos como "cuddle parties" -- algo como "festas do aconchego" --, e desde que começaram a acontecer em Nova York, em fevereiro, centenas de pessoas já pagaram 30 dólares cada para tocar e abraçar outras pessoas em reuniões íntimas. Todo o mundo precisa de um cafuné e um abraço, especialmente na solitária Nova York, dizem Reid Mihalko e Marcia Baczynski, os criadores do novo conceito, para os quais trata-se de uma boa maneira de encontrar pessoas novas e interessantes. Mas as regras são claras: ninguém pode tirar o pijama, e os participantes não podem esquecer-se da regra número 7: "Nada de esfrega-esfrega erótico." Um sino é mantido à mão para o caso de o clima ficar sensual demais. Antes de a sessão de carinhos começar, o sino é tocado várias vezes para que todos entendam a mensagem. "Nunca tivemos que usar o sino", diz Mihalko, contando que, entretanto, às vezes acontece de participantes ficarem sexualmente excitados. Para ele, as pessoas não devem se assustar nem se excitar se surgir uma ereção. "Isso acontece", explica. A idéia das "cuddle parties" surgiu quando Mihalko, que trabalha há 14 anos como massagista, começou a fazer massagem em colegas de profissão, que nunca têm a chance de receber uma massagem. Para Mihalko, ficou claro que as pessoas precisam ser tocadas quando ele viu uma mulher chorando depois do alívio emocional proporcionado por uma massagem realizada num estande ao ar livre no centro de Manhattan. "Começou como brincadeira", contou Baczynski. "Agora falamos sobre aconchego o tempo todo. É espantoso." CARINHO E COMUNICAÇÃO A curiosidade é um dos principais motivos que levam as pessoas às "cuddle parties", e também a idéia de que elas são uma maneira melhor de conhecer pessoas do que ir a um bar, embriagar-se e passar a noite com alguém apenas por carência afetiva, disse Baczynski. Para os organizadores, as "cuddle parties" são momentos de comunicação, não de terapia. As reuniões começam com os participantes formando um círculo para ouvir as regras e fazer perguntas. A primeira regra é que ninguém pode tirar o pijama e que o sexo não é permitido. Os participantes começam por abraçar três pessoas. Em seguida, formam um círculo, ficam de quatro, esfregam os ombros uns nos outros e mugem como vacas. Depois de se movimentarem para os lados, as pessoas se deitam de lado, numa posição ótima para o aconchego com outras. As "cuddle parties" são feitas para pessoas emocionalmente sadias. Pessoas que fazem terapia e mantêm consultas com profissionais de saúde mental devem consultar o médico antes de participar de uma dessas festas e devem informar os organizadores de sua situação. Num domingo recente, uma "cuddle party" atraiu principalmente solteiros na casa dos 30 anos, além de algumas pessoas mais velhas. Uma mulher que já esteve em várias reuniões desse tipo disse que acha bom se aconchegar a outra pessoa, mesmo uma estranha, após uma semana de trabalho frenético. "Me senti bem. Tive uma semana muito estressante", disse. Um homem chamado Dwayne H., que se descreveu como introvertido, disse achar que as "cuddle parties" o ajudariam a relaxar diante de estranhos e a expressar seus sentimentos. "Tenho um problema grande em demonstrar minhas emoções", explicou. | |
| 10/08/04 10:03 | ( Fonte: Reuters |
adorei!